09 julho, 2014

Regra 2: Não coma nada que não pareça comida da sua bisavó.

Regra 2:

Não coma nada que não pareça comida da sua bisavó


Imagine que a sua bisavó (ou tua avó, depende da sua idade) caminha com você pelos corredores do supermercado. Parem na frente da geladeira de sobremesas. Pegue um tubo de gelatina... Sua bisavó não tem a menor ideia do que tem esse envoltório de plástico colorido e uma espécie de gel com sabores dentro. É comida ou pasta de dente? Atualmente, os supermercados colocam a venda milhares de produtos comestíveis que nossos antepassados não reconheceriam como alimentos. O motivo para evitar esses produtos tão processados são muitos e vão além dos diversos aditivos químicos e dos derivados do milho e da soja que contém, fora o plástico que foram embalados (muitos provavelmente tóxicos). Hoje em dia, os alimentos são processados pensando, especificamente, em aproveitar nossas debilidades reprodutivas para comprar e comer mais: nossa preferência inata pelo doce, gordura e sal. São sabores difíceis de encontrar na natureza mas podem ser fabricados facilmente e por pouco dinheiro. Assim, os cientistas da indústria da alimentação podem utilizá-los e conseguir, pelo processamento, que consumimos estas raridades em uma quantidade muito maior do que seria bom para o nosso organismo. A regra da bisavó vai te ajudar a evitar que muito desses produtos vão parar no seu carrinho de compra. 

Obs: Se a tua bisavó cozinhava ou comia muito mal, pode mudar para a bisavó de algum amigo. As bisavós do mediterrâneo são as que dão melhores resultados. 

As regras seguintes aperfeiçoam esta estratégia e te ajudam a caminhar melhor pelo terreno pantanoso das etiquetas de ingredientes. 


Fonte: Food rules, an eater's manual - Michael Pollan

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