17 outubro, 2013

300h em slowfood (dia 2)



No café da manhã, a Mãe disse que após conversar com o marido, pensaram num preço melhor: 250 euros. Ainda chocada com o fato de ter que pagar o aluguel (eu esperava uma ajuda nas contas, já que só ia dormir e comprava o que eu comia em casa), sorri e agradeci. No trabalho, já consigo voltar minha atenção para o que fui fazer ali (aprender, e não $ustentar o$ outro$). Continuo observando, pegando coisas para um, correndo atrás de outro para saber onde estão as coisas, executando os trabalhos que eles não têm paciência de fazer e ainda perdida. 

No meio do serviço fui chamada por The Chef para conversar. "Hoje seu professor me ligou falando do aluguel! Minha mãe está me fazendo um favor e se você não sabe as contas aqui na Europa são bem caras... e ele disse que se você estiver causando problemas, vêm te buscar no domingo... Mas já falei com minha mãe e ela disse que já resolveu contigo. Falei para escola que não estamos numa boa fase..." Enquanto ela dizia nesse tom bem ríspido, eu só ouvia e pensava: "contas no Brasil são muito mais caras que aqui; que porra é essa de aluguel quando me disseram para ficar tranquila; e a  dificuldade de achar um lugar para ficar? e vou trabalhar mais do que o permitido por lei para uma estudante e de graça! E porque diabos aceitou um estagiário se as coisas não vão bem." Engolindo tudo a seco, quando The Chef acabou o discurso, eu disse que "para mim, ela e a escola tinham tudo resolvido e o que eu (e meus professores também) entendi por "pode vir e ficar tranquila que ficará na casa da família" é que não teria um custo de aluguel"... "Mas agora já está resolvido", ela me cortou.  E o assunto mudou para costumes alimentários no Brasil, na Espanha, cultura, estilo de vida, problemas, etc. dos continentes. 

E foi com essa imagem e ânimo que, finalmente, comecei o estágio... Que sorte tem as plantinhas hoje em dia! 

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