30 setembro, 2013

E começa a saga do estágio

Gulab Jamun com sorvete de baunilha e mangas confitadas do restaurante Hiltl

Acabaram as aulas, voltei das férias e fui à escola descobrir onde farei meu estágio. Perfeito! Um dos restaurantes que meu professor me indicou, comida orgânica, cozinha de autor, slow food... O que eu mais queria dentro das inúmeras opções ofertadas pela escola e que nenhuma me agradava (restaurante com estrelas michelin, grandes nomes da cozinha, mas nenhuma preocupação com a saúde). 

Com sorriso no rosto, pergunto quando começo. "Bom, vamos te dar o tempo que precise para você encontrar um lugar para ficar lá, pois o restaurante não oferece estadia, nem ajuda de custo, nem nada". Hummm... ok e "como chego lá?" "Não sei, é complicado, vamos perguntar a outro professor que conhece a área." Ai ais começaram sondar minha cabeça. Mas era um dos únicos restaurantes que me interessava, acho que vai valer o esforço. 

De mapa, vontade e paciência na mão, no início de agosto, fui conhecer o lugar, descobrir como chegar e pedir detalhes do trabalho, sem avisar que eu estava indo. Fui bem recebida e aquele pequeno povoado medieval é encantador. Após a conversa dos detalhes do estágio, caminhamos pela cidade procurando um quarto em que eu poderia alugar (pois nenhum site de locações tinha opções para aquele lugar). Vi que não podia me instalar nas cidades vizinhas pois a estrada não tinha luz e eram, no mínimo, 8 km de distância. "Nem pensar", me disseram, "pela noite você vai sair do trabalho de madrugada e será perigoso voltar sozinha essa distância na estrada sem luz e sem carro". Mas e agora, todos os hotéis estavam lotados (ali é uma cidade onde vão os ricos espanhois fazerem seu turismo rural). "Fique tranquila, ainda temos tempo e vamos encontrar um lugar". "Ótimo, e lembre-se de um lugar para uma estudante que vai trabalhar de graça, não conhece a região e mal tem uns putos no bolso limitadíssimo." "Vamos dar um jeito, fique tranquila"

E voltei para Barcelona, 3 horas de viagem porque não tem transporte público direto ao rico povoado. É pegar um trem até uma cidade, pegar um ônibus até outra e depois um táxi (ou uma carona). Tranquila (como me pediram), continuei minha busca em vão pela internet atrás de um quarto...

Escrito ouvindo: No one's better sake - Little Joy    

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