07 abril, 2009

Desabafo e um receitinha de couve

Queridos que leem este blog!
Vira e mexe me fazem a seguinte pergunta: Como consegue ficar tão magrinha com as comidas gostosas que faz? A resposta é simples! Aprendi a ponderar! Para isso não virar um diário, irei resumir respondendo a tantas perguntas.
Aprendi a cozinhar porque morava sozinha e aderi a alimentação vegetariana. É complicado comer na rua! E sou vegetariana desde que resolvi levar a sério a yoga! Simples! Cada um faz suas escolhas e tem a obrigação de respeitar a dos outros.Mas quando me perguntam, respondo o que estudei a respeito... afinal, excessos fazem mal sim. Ainda mais nesse atual mundo desenfreado...
Sou magra porque tenho o metabolismo muito rápido! Ou seja, a famosa magra de ruim! Mas hoje escolho muito bem o que comer, meu estômago diminuiu sua capacidade e alguns meses após a retirada da carne de minha alimentação estou emagrecendo, não tem jeito, é meu corpo. Não sou exemplo! rs
Com a retirada da carne da alimentação, meu sistema digestivo passou a negar "porcarias". Essas receitas de doces, entre outras, normalmente faço uma vez por mês e olhe lá. Afinal, eu tenho prazer por comer, adoro alimentos gostosos e bem feitos e a porcariada é muito bonita! rsrs

Mas para aqueles que querem emagrecer de verdade (afinal me cobram minhas receitas diárias), transcrevo uma parte de um livro que tenho sobre combinações de alimentos - importante para quem consome carne - e prometo postar mais receitas leves:
"Ninguém necessita de grandes quantidades de proteínas, mas todos precisam de algumas. As crianças em idade de crescimento e as grávidas requerem um pouco mais do que os outros.
As proteínas são essenciais para a regeneração e reprodução dos tecidos e para a produção das substâncias que nos protegem das infecções. As nossas necessidades diárias são, no entanto, reduzidas.
É fácil preocuparmo-nos demasiado com as proteínas - seguramente como resultado das dietas alimentares do passado, ricas em carne. A verdade é que na maioria dos países ocidentais se ingerem muito mais proteínas que o necessário, e quando há excesso de proteínas na dieta alimentar estas convertem-se em gorduras. As sociedades afluentes raramente geram casos de deficiência proteica, mesmo quando, por exemplo, os seus membros não tem preocupações com a dieta alimentar e abusam da chamada comida rápida. O verdadeiro problema reside no excesso de açúcar, sal e gorduras.
As proteínas são compostas por 23 aminoácidos diferentes que se combinam entre si para formar aquilo que se denomina uma proteína completa. Durante a digestão as proteínas dividem-se em pequenas unidades que são usadas pelo organismo para produzir as suas próprias proteínas. A proteína completa é o que o corpo humano precisa.
Os aminoácidos encontram-se em diversos alimentos e em combinações e proporções diferentes. Se a dieta alimentar estiver correta, o organismo consegue produzir a maior parte deles. No entanto, existem 8 aminoácidos essenciais que o organismo só pode obter diretamente dos alimentos. Alguns alimentos tem estes aminoácidos nas proporções certas para o organismo os utilizar imediatamente.
As proteínas de origem animal - carne, ovos, peixe, aves, leite, queijo e iogurte - fornecem todos os aminoácidos essenciais e por isso se chamam completas. Embora o queijo e os ovos sejam proteínas completas, abusar destes produtos introduz gordura em excesso na dieta. Os vegetarianos puros não aceitam estes alimentos e os menos radicais precisam de alternativas. A solução é combinar os alimentos.
As leguminoas e os cereais possuem alguns, dos aminoácidos essenciais, embora não todos mas se forem ingeridos com alimentos que contenham os restantes aminoácidos - por exemplo, um cereal e uma leguminosa (arroz e feijão) - o organismo une-os para produzir uma proteína completa. Estes alimentos não têm sequer de ser consumidos ao mesmo tempo - com uma diferença de algumas horas, funciona. (...)"

O livro essencial da cozinha vegetariana. Ed. Könemann

Para os que consomem carne, cuidado com as combinações. Alguém tem idéia da "gordura" introduzida no organismo no prato básico brasileiro: arroz, feijão e carne?
É hora de fazer escolhas: continuar fazendo a mesma coisa e reclamando ou decidir ser responsável por você mesmo!

Estudei a respeito dos alimentos antes de eliminar de vez a carne. Um corpo acostumado por mais de 20 anos com um tipo de alimentação reclama! Um jeito muito prático de combinar é escolher por cores: quanto mais colorido um prato, mais nutritivo ele é! E não estou falando das cores artificiais, por favor.


Couve com curry

Não anotei as medidas, perdão, mas os ingredientes são esses:

Couve cortada em tiras bem finas
curry
manteiga
azeite
sal

Na frigideira, derreta manteiga com um pouco de azeite (o azeite faz a manteiga "durar"). Com a manteiga já líquida, junte o curry, deixe um minuto ou quando ver que começou escurecer e acrescente a couve. Deixe refogar até ficar bem macia e irá diminuir bem a quantidade. Acrescente sal a gosto.

Bon appétit

2 comentários:

  1. Me indentifiquei muito com você,Raquel, por que também sou vegetariana.
    Mas não deixo de fazer carne para minha família.Também aprendi a ponderar e eventualmente respondo perguntas sobre minha alimentação.
    Obs:Sempre estarei aqui para dar uma olhadinha, e espero que você também me visite.
    Bjs!

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  2. Olha, sempre digo que todo vegetariano é um ser evoluído. Eu vou conseguir um dia. Adorei teu post.
    Um beijo.
    Fla

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