29 abril, 2008

Batata assada com lemon pepper


A Sacola de Dona Maura e o Problema das Sacolas Plásticas

Quando minha avó materna ia às feiras ou à bodega, lá na pequena e singela cidade de Serra Branca, no Cariri paraibano, ela sempre levava consigo uma sacola de pano para carregar as compras. Ao chegar em casa, com seus cereais, frutas e verduras, dona Maura simplesmente guardava a sacola na cozinha da casa, voltando a utilizá-la sempre que fazia compras.
Na verdade, esse hábito era comum entre as pessoas mais antigas, que não usavam sacos plásticos para embalar o que compravam. Com isso, o meio ambiente não era poluído por esse material altamente degradador, que, além de demorar cerca de cem anos para se degradar, é prejudicial à fauna e ao saneamento básico.
Infelizmente, esse cenário de degradação traduz o panorama da realidade atual, em que o plástico representa parte significativa do lixo produzido no país e no mundo. O uso de sacolas plásticas é tanto que em muitos supermercados a proporção é quase a de um saco por produto adquirido.
Por isso, medidas como a da vereadora Paula Frassinete, do PSB de João Pessoa, que apresentou um projeto de lei proibindo o uso desse tipo de material em supermercados, lanchonetes e farmácias, merecem ser amplamente valorizadas. Caso o projeto realmente se transforme em lei, os estabelecimentos comerciais citados deverão recorrer às embalagens de papel ou de plástico biodegradável.
O projeto tem encontrado resistência em determinados empresários, especialmente os supermercadistas, que temem o aumento dos custos ou a insatisfação dos clientes. Para esclarecer dúvidas e dirimir equívocos a Câmara de Vereadores de João Pessoa, a pedido da citada edil, está organizando uma audiência pública com as partes interessadas.
Estão sendo convidados empresários, militantes ambientalistas, pesquisadores, políticos, membros do Ministério Público e servidores dos órgãos administrativos de meio ambiente, além da população em geral. Trata-se de uma iniciativa interessante, pois é sabido que sem a participação popular a legislação ambiental não consegue ser efetiva.
A população precisa saber que essas sacolas são responsáveis por inúmeras enchentes, principalmente nas cidades maiores, ao entupirem bueiros e canais. O plástico em questão é um derivado do petróleo e que a proibição do seu uso pode significar uma menor utilização desse recurso natural, o que certamente repercutirá positivamente em cima do aquecimento global e de outros problemas ambientais.
No campo são inúmeros os casos em que bois, carneiros e outros animais morrem ao ingerirem sacolas plásticas, o mesmo ocorrendo no mar com as tartarugas e outros representantes da fauna marinha que confundem os sacos com as algas e terminam se intoxicando. As sacolas também são responsáveis pela formação de zonas mortas no fundo dos oceanos, criando um verdadeiro deserto marinho.
Outra questão a ser destacada é a economia que isso implicará para os aterros sanitários e para a própria coleta, já que o plástico representa em média 18% do lixo total produzido no país. Na cidade de São Paulo, por exemplo, a proibição de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais representa uma economia de cem mil reais por dia, o que é quase um quinto do gasto total.
É preciso que projetos como esse sejam apresentados e discutidos pelas casas legislativas de todo o país, pois é somente com a conscientização do consumidor que a problemática ambiental poderá ser realmente combatida. O interessante é que, muitas vezes, as medidas de combate à degradação ao meio ambiente simplesmente repetem os hábitos dos mais antigos, que não eram tão dependentes do ato de consumir.
Quando ia às compras dona Maura fazia questão de usar a sua simplória sacolinha de pano, mesmo já existindo sacos plásticos, somente porque não sabia o que fazer com as dezenas e dezenas destes. Ela costumava se perguntar por que ficar com tantas sacolas plásticas se não precisaria utilizá-las, seguindo uma postura totalmente oposta àquela exigida pela sociedade de consumo.
O melhor é que a minha avó nem queria salvar o planeta ou ajudar a diminuir os graves problemas ambientais da atualidade, pois para ela aquele tipo de prática simplemente não tinha sentido. É o que ocorre com uma parte significativa dos nossos hábitos de consumo, que simplesmente não têm sentido algum mas continuam a ser praticados diariamente.

Talden Farias

Batata assada com Lemon Pepper

Só é preciso um ato simples como este para fazer sua simples parte na preservação da Terra.
E só é preciso uma simples batata com simples temperos para fazer uma refeição deliciosa!
Ah, e com certeza você também vai dizer: Esse tempero foi inventado especialmente para batatas!

2 batatas grandes
3 col. (chá) Lemon Pepper
Sal
Azeite

Descasque as batatas e corte-as em cubos (nem grande, nem pequenos) e espalhe em um refratário. Regue com azeite e sal a gosto. Misture tudo com uma colher. Espalhe o Lemon pepper aos poucos e vá misturando. Pronto. Leve ao forno médio por aproximadamente 40 minutos ou até as batatas dourarem. 

Bon appétit! 

3 comentários:

  1. lá em casa, as sacolas de feira (como sempre ouvi minha mãe chamar) são utilizadas até hoje.
    elas são mais "conscientes", mais resistentes e, para os mais vaidosos, muito mais bonitas que as sacolas plásticas!

    se não me engano, na Escócia, as sacolas plásticas já foram abolidas. jovens, senhoras e crianças vão ao supermercado com suas bolsas e mochilas.
    aqui, já vi gente colocar - em duas sacolas plásticas! oO - apenas 3 limões.

    raquel, mais uma vez, muito obrigada pelos doces. estavam deliciosos. sua mãe tem razão: é um manjar dos deuses!

    beijo!

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  2. um pouco globo ecologia demais, mas adoro batatas , e como jah se falava em memorias postumas de bras cubas... "ao vencedor as batatas"

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  3. Gostei do "Globo Ecologia". rs. Ainda mais, com uma referência televisiva. rs. A referência bibliográfica também é boa. rs.

    Posso fazer uma pergunta - talvez ela seja idiota (e não venham me dizer que não existem perguntas idiotas) -, o que é "lemon pepper", é um tipo de limão ou uma marca?

    Um pouco mais sério. Sou contra o uso exagerado de sacolas plásticas. O uso consciênte do plástico é algo que realmente precisa ser pensado.

    Algo que me fica é que as sacolas de tecido (etc e tal) me trazem lembranças da minha vó e seus bons constumes... como aquele chazinho de camomila de todas as tardes...

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